quinta-feira, 14 de junho de 2012

A VEZ DA REDUÇÃO DE JUROS

A Presidente Dilma, numa demonstração de ousadia ímpar, determinou a redução dos juros nos bancos estatais, de forma a precionar os bancos privados a reduzirem suas taxas. Trata-se de uma ação importante, que marca uma mudança de paradígmas no Brasil. visto que até então, todos os governantes se renderam aos banqueiros. Apesar da euforia e das oportunidades, é preciso que o cidadão tenha cuidado, afinal, os juros baixaram, mas isso ainda é insuficiente, para trazer o custo efetivo do dinheiro para uma realidade compativel com as necessidades da sociedade. Para piorar este quadro, alguns bancos estão substituíndo o ganho em juros por aumento nas taxas cobradas, quase que imperceptivelmente, na conta dos clientes. Como se vê, mais uma vez, o sistema dá com uma mão e retira pela outra.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Como gerrar empregos no Brasil?

O Brasil ocupa a sexta posição entre as maiores economias do mundo mas é também dona da maior carga tributária do planeta. Numa economia em que cada empregado custa à empresa quase duas vezes seu salário, contratar está cada dia mais dificil. O Governo faz campanha, divulga números, gera insentivos fiscais para alguns setores isolados, entre outras ações, mas, o que de fato tem sido feito pelo Estado Brasileiro, para incrementar e alavancar a geração de empregos formais? Contratar um proficcional no Brasil é tão caro, que muitos empresários evitam crescer, para não serem "engolidos" pela folha de pagamento e carga trabalhista. Se o Brasil, de fato, quer gerar empregos, precisa reavaliar a sua carga tributária sobre folha salarial. É necessário repensar o custo efetivo de um empregado e comparar aos possíveis resultados de uma redução substancial que anime os empregadores a contratar. Em uma economia forte e aquecida, gerar emprego significa proporcionar renda às famílias, gerando novos consumidores. Quanto mais a população elevar seu poder de compra, mais gastarão em alimentos, vestuário, serviços, lazer, educação, saúde e segurança, dentre outros. O investimento do Governo, em redução pontual de impostos para beneficiar alguns setores da economia, gera na verdade mais um evento de sustentação artificial da economia. Alguns setores seguram os empregos, em troca de isenções fiscais, mas estas ações dão resultados no curto prazo e serão uma tragédia no longo prazo, porque a produção terá que ser escoada e os consumidores estão limitados à própria capacidade nacional de gerar e distribuir renda. Priorizando a redução setorial, o Governo pratica na verdade mais uma manobra para alimentar a impressão global de que a economia brasileira é sólida e pode superar a crise mundial. Por ser paliativa e de curta duração, o resultado efetivo desta manobra servirá apenas como proteção para os governantes, não trazendo benefício real para a sociedade. Um investimento planejado, para resultados a medio e longo prazo, apesar de resolver a questão econômica e social, não gera votos e não serve como pano de fundo, para esconder o saldo real da nossa economia. Somente desonerando a folha salarial e assumindo o real papel de protetor do cidadão, o Brasil poderá ser de fato uma nação de primeiro mundo, capaz de cuidar de seu povo, gerando emprego e renda e zelando pelo descanso dos aposentados. Não se pode permitir que o Governo repasse às empresas a responsabilidade de cumprir o papel do Estado, de provedor de saúde, educação e segurança ao cidadão.

O Brasil dos Incentivos Fiscais

A prática de oferecer incentivos fiscais para alavancar artificialmente alguns setores da economia, além de antiga, não é privilégio do Brasil. Mas o que há de novo e quais os resultados reais desta prática para a sociedade? O Brasil passou a empregar este artifício econômico com mais força, para conter a crise financeira gerada pela bolha do sistema habitacional e financeiro norte americano. Com a redução do IPI (imposto sobre produto industrializado), primeiro para carros populares, depois para a chamada linha branca de eletrodomésticos. Desta forma o Governo Feredal empreendeu um esforço para garantir que a indústria não precisasse parar a produção, podendo vender seus produtos com preços mais atraentes para o consumidor. Garantiu que os empregos destas indústrias não fossem cortados por excesso de produção e baixa das vendas. O cidadão pagou a conta, por meio de fortes cortes orçamentários, verificados, principalmente no ano seguinte. Já em 2011, a mesma indústria automobilística, agraciada com o incentivo de 2008/2009, volta a pedir socorro, desta vez, porque os pátios estavam lotados de carros. Atendidos pelo governo, iniciam nova onda de vendas ao consumidor final, abarrotando as ruas de carros e inflando o endividamento geral da população, que saiu às compras para aproveitar os "preços baixos" e as facilidades de crédito. Além dos carros, moveis entram na onda e também passam a ser vendidos com redução de IPI. Agora, em tempos de crise europeia, o mundo em frangalhos e morrendo de medo do estrago que economias sustentadas artificialmente poderão causar ao mundo globalizado, o Governo Brasileiro resolve sacar mais uma vez a redução de IPI, para manter as vendas de carros, moveis e eletrodomésticos. Segura os empregos e mantém a economia aquecida, mas a qual custo? Para bancar a redução do IPI o Governo deixa de arrecadar e, portanto, de investir em infraestrutura e serviços excensiais. Educação, Saúde e mobilidade acabam por ser os setores mais prejudicados, uma vez que faltam recursos para os investimentos e aumentam os gastos com manutenção, pela sobrecarga do sistema. As ruas das grandes cidades não comportam tantos automoveis, os hospitais recebem cada vez mais pacientes vítimas da poluição e da falta de segurança e os setores de assistência geral à sociedade menos favorecida carecem de insumos básicos para seu bom funcionamento. Restam duas saídas: Corte de gastos, tanto em serviços quanto em folha e gastos oficiais; ou elevação da carga tributária, para compensar a verba que deixa de entrar nos cofres do Estado, com o corte do IPI. Em plena correria para garantir o cumprimento do cronograma de obras para a Copa 2014... vai ser dificil fechar esta conta.