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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Como gerrar empregos no Brasil?
O Brasil ocupa a sexta posição entre as maiores economias do mundo mas é também dona da maior carga tributária do planeta. Numa economia em que cada empregado custa à empresa quase duas vezes seu salário, contratar está cada dia mais dificil. O Governo faz campanha, divulga números, gera insentivos fiscais para alguns setores isolados, entre outras ações, mas, o que de fato tem sido feito pelo Estado Brasileiro, para incrementar e alavancar a geração de empregos formais?
Contratar um proficcional no Brasil é tão caro, que muitos empresários evitam crescer, para não serem "engolidos" pela folha de pagamento e carga trabalhista. Se o Brasil, de fato, quer gerar empregos, precisa reavaliar a sua carga tributária sobre folha salarial. É necessário repensar o custo efetivo de um empregado e comparar aos possíveis resultados de uma redução substancial que anime os empregadores a contratar.
Em uma economia forte e aquecida, gerar emprego significa proporcionar renda às famílias, gerando novos consumidores. Quanto mais a população elevar seu poder de compra, mais gastarão em alimentos, vestuário, serviços, lazer, educação, saúde e segurança, dentre outros. O investimento do Governo, em redução pontual de impostos para beneficiar alguns setores da economia, gera na verdade mais um evento de sustentação artificial da economia. Alguns setores seguram os empregos, em troca de isenções fiscais, mas estas ações dão resultados no curto prazo e serão uma tragédia no longo prazo, porque a produção terá que ser escoada e os consumidores estão limitados à própria capacidade nacional de gerar e distribuir renda. Priorizando a redução setorial, o Governo pratica na verdade mais uma manobra para alimentar a impressão global de que a economia brasileira é sólida e pode superar a crise mundial. Por ser paliativa e de curta duração, o resultado efetivo desta manobra servirá apenas como proteção para os governantes, não trazendo benefício real para a sociedade. Um investimento planejado, para resultados a medio e longo prazo, apesar de resolver a questão econômica e social, não gera votos e não serve como pano de fundo, para esconder o saldo real da nossa economia.
Somente desonerando a folha salarial e assumindo o real papel de protetor do cidadão, o Brasil poderá ser de fato uma nação de primeiro mundo, capaz de cuidar de seu povo, gerando emprego e renda e zelando pelo descanso dos aposentados. Não se pode permitir que o Governo repasse às empresas a responsabilidade de cumprir o papel do Estado, de provedor de saúde, educação e segurança ao cidadão.
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