segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Palestra sobre Gestão Financeira, por Lara Selem

Pessoal, segue palestra proferida por Lara Selem, sobre Gestão Financeira de Escritório.

domingo, 18 de outubro de 2009

Rubinho e o Mundial de F1

Este ano foi recheado de surpresas na Fórmula 1: Foi piloto retardatário disputando título; equipe iniciante dominando o campeonato desde o início; descoberta de fraudes; ameaça de boicote... enfim, um ano atípico, que devolveu o caráter de centro das atenções para a categoria. No entanto, alguns aspectos merecem reflexões mais profundas:
O que levou uma equipe iniciante, sem patrocínio, que aproveitou pilotos até então descartados pelas rivais, e que até semanas antes do início da temporada, sequer estava confirmada nas pistas, a conquistar a dobradinha no campeonato?
O caso da BrawnGP é um exêmplo de que qualquer empresa séria e bem gerenciada é capaz de dominar um setor do mercado. Tudo depende do time que se consegue montar e do esforço coletivo da equipe.
O Ross Brawn dispensa comentários. Trata-se de uma capacidade gestora acima da média e de um líder ímpar. Em toda a sua trajetória na F1 esteve sempre em evidência, graças ao excelente trabalho que realizou;
O Button, merece parabéns. Um grande piloto, que soube aproveitar o bom momento do carro e construir uma vantágem que lhe garantiu o título, mesmo perdendo competitividade no final;
Já a BrawnGP, espólio da antiga Honda, mesmo sem patrocínio, desenvolveu um carro espetacular e contra todas as espectativas, causou espanto no circo ao conquistar a dobradinha já na primeira prova de sua história e seguir imbatível até o fim do campeonato, deixando as gigantes a comer poeira. Uma equipe exemplar, liderada por um grande estrategista, experiente e competente, que soube aproveitar e muito bem, os poucos recursos de que dispunha, para escrever seu nome na história da F1;
Por último, e nem por isso menos importante, resta falar de Rubens Barrichello. Rubinho deu a todos nós uma aula de autoconfiança, força de vontade e perceverança. Parecia acabado, sem carro e sem perspectiva de nova oportunidade, desacreditado, e sem apoio algum, tanto da imprensa quanto dos seus pares. Com muita determinação, defendeu seu espaço, e realizou a melhor temporada de sua carreira, merecendo inclusive o título mundial, que só não veio por conta do trabalho bem feito de Button na primeira metade da temporada. Rubinho, na minha opnião, é o grande vencedor desta temporada. Levemos em consideração as suas reais possibilidades de estar no grupo e imaginemos que ele conseguiu ser o segundo melhor piloto do campeonato, mais uma vez reforçando seu status de grande piloto em situações adversas.
Fica a todos nós a lição: Construir um time campeão é muito mais que possuir os melhores recursos e contratar os melhores jogadores. É saber identificar os jogadores mais bem entrosados com os objetivos da equipe, investir em confiança e motivação e oferecer terreno fértil para a produção de resultados. Não basta ser o melhor líder, é preciso estar á frente da equipe mais completa. Não basta ter a melhor equipe, é necessário saber conduzir suas ações e orientá-la para os objetivos, tornando-a obsecada pela vitória.
No "Campeonato Mundial de Negócios" vale o mesmo. É preciso identificar, não os melhores profissionais, mas sim os mais bem alinhados com os objetivos da organização; desenvolver a estratégia mais eficaz dentro das possibilidades do time, definir prioridades e coordenar esforços, de modo a melhor aproveitar os recursos disponíveis e transformar sonhos em realidade. Sonho que se sonha sozinho é somente sonho... sonho que se compartilha é projeto!

Parabéns à equipe BrawnGP, Jenson Button e a Rubens Barrichello!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mercado de Trabalho

Caros amigos,

Estive meio ausente, mas a partir de agora retomarei a rotina de escrever algo para discutirmos.

Esta semana andei lendo muito acerca da situação do mercado de trabalho para executivos. Pude observar que em muitos comentários, as pessoas estão preocupadas com as regras de recrutamento e as formas de ingresso nas empresas, neste período de pós-crise.
Resolvi trazer o tema para ser discutido aqui em nosso blog. Desta forma poderemos estar mais próximos e tentar entender como estão funcionando as contratações.

Muito do que percebi nestas leituras, no Twitter, no Linkedin, no Orkut e em outras fontes, trata do famoso "QI - quem indica" e a qualidade da seleção terceirizada. A pergunta que fica no ar é: Realmente temos espaço para consquistar uma vaga, ou teremos que buscar algum conhecido que nos coloque dentro das organizações?

Prefiro acreditar que serei contratado pelo que eu sou e posso oferecer e não porque sou amigo de fulano ou sicrano. De qualquer forma, estive também conversando com alguns profissionais que estão, como eu, em busca de recolicação, e o que percebi foi um descrédito geral. As pessoas não confiam nas empresas de recrutamento e estão cançadas de repetir os mesmos testes psicológicos um após o outro, sem ao menos receber uma ligação da empresa, agradecendo pela participação.

Acredito que todos nós já passamos por uma situação destas: fazemos testes, nos esforçamos um dia inteiro em responder questionários, participar de dinâmicas, conversar com entrevistadores e depois nos mandam para casa, para aguardar contato. Ai começa o sofrimento, afinal não vem o bendito contato e ficamos semanas apreensivos, aguardando e rezando. Acontece, que se você não foi aprovado para a próxima etapa, jamais receberá notícias do recrutador e da vaga. Entendo essa conduta como desreipeitosa e cruel. Seria muito melhor já dizer, de imediato que o candidato não possui o perfil desejado, agradecer e dispensar. Se por algum motivo, é necessário conversar com mais alguém ou avaliar com mais cuidado, que se oriente o candidato a aguardar, mas efetivamente se entre em contato para dar uma satisfação. Não custa nada escrever um e-mail padrão e enviar aos candidatos reprovados, como um simples agradecimento pela participação.

Essa é a visão que pude coletar junto à maioria das pessoas com quem conversei. Fica portanto o alerta: Sejamos mais humanos com os candidatos que entrevistamos. Se eu não gosto de ficar sem resposta, tenho no mínimo a obrigação moral de responder a quem me espera.

Forte abraço,

Danilo Silva Pinto

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Elegância, a arte de conviver.

 Desconheço o autor, mas a mensagem é excelente. Esta é minha contribuição de hoje:

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detectá-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição...
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens...
Abrir a porta para alguém... é muito elegante
Dar o lugar para alguém sentar...é muito elegante
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.
A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura!