terça-feira, 13 de outubro de 2009

Mercado de Trabalho

Caros amigos,

Estive meio ausente, mas a partir de agora retomarei a rotina de escrever algo para discutirmos.

Esta semana andei lendo muito acerca da situação do mercado de trabalho para executivos. Pude observar que em muitos comentários, as pessoas estão preocupadas com as regras de recrutamento e as formas de ingresso nas empresas, neste período de pós-crise.
Resolvi trazer o tema para ser discutido aqui em nosso blog. Desta forma poderemos estar mais próximos e tentar entender como estão funcionando as contratações.

Muito do que percebi nestas leituras, no Twitter, no Linkedin, no Orkut e em outras fontes, trata do famoso "QI - quem indica" e a qualidade da seleção terceirizada. A pergunta que fica no ar é: Realmente temos espaço para consquistar uma vaga, ou teremos que buscar algum conhecido que nos coloque dentro das organizações?

Prefiro acreditar que serei contratado pelo que eu sou e posso oferecer e não porque sou amigo de fulano ou sicrano. De qualquer forma, estive também conversando com alguns profissionais que estão, como eu, em busca de recolicação, e o que percebi foi um descrédito geral. As pessoas não confiam nas empresas de recrutamento e estão cançadas de repetir os mesmos testes psicológicos um após o outro, sem ao menos receber uma ligação da empresa, agradecendo pela participação.

Acredito que todos nós já passamos por uma situação destas: fazemos testes, nos esforçamos um dia inteiro em responder questionários, participar de dinâmicas, conversar com entrevistadores e depois nos mandam para casa, para aguardar contato. Ai começa o sofrimento, afinal não vem o bendito contato e ficamos semanas apreensivos, aguardando e rezando. Acontece, que se você não foi aprovado para a próxima etapa, jamais receberá notícias do recrutador e da vaga. Entendo essa conduta como desreipeitosa e cruel. Seria muito melhor já dizer, de imediato que o candidato não possui o perfil desejado, agradecer e dispensar. Se por algum motivo, é necessário conversar com mais alguém ou avaliar com mais cuidado, que se oriente o candidato a aguardar, mas efetivamente se entre em contato para dar uma satisfação. Não custa nada escrever um e-mail padrão e enviar aos candidatos reprovados, como um simples agradecimento pela participação.

Essa é a visão que pude coletar junto à maioria das pessoas com quem conversei. Fica portanto o alerta: Sejamos mais humanos com os candidatos que entrevistamos. Se eu não gosto de ficar sem resposta, tenho no mínimo a obrigação moral de responder a quem me espera.

Forte abraço,

Danilo Silva Pinto

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